Game sobre os orixás será desenvolvido por estudantes em Cachoeira

Atividade acontecerá entre os dias 11 de março e 8 de abril, na UFRB

No intuito de desmistificar a mitologia que envolve as religiões de matriz africana e desenvolver habilidades de programação, será realizada mais uma oficina do Contos de Ifá, entre os dias 11 de março e 8 de abril. A atividade ocorrerá em Cachoeira, na Bahia, reunindo cerca de 10 jovens no Laboratório de Jornalismo Impresso da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) para criar uma nova fase do web-game sobre os orixás, que desta vez irá tratar sobre Oxumaré. A iniciativa é promovida pela 3Ecologias, em parceria com o Centro Cultural Coco de Umbigada, e com apoio do Fundo de Cultura da Secretaria de Cultura da Bahia e do Fundo Brasil de Direitos Humanos.

Os participantes da oficina são estudantes secundaristas de São Félix e Cachoeira, bem como alunos de Artes Visuais da UFRB, que já vêm participando do projeto Arte-Computação nas Escolas, desenvolvido na região desde abril de 2013, pelo professor da Universidade do Rêconcavo, Jarbas Jácome.

As aulas serão ministradas pelo professor da UFRB, Jarbas Jácome.

As aulas serão ministradas pelo professor da UFRB, Jarbas Jácome.

Ao longo dos encontros, os alunos serão orientados por Jácome nos conceitos de programação e aplicarão estes conhecimentos no desenvolvimento do jogo. Além da etapa de programação, os participantes também irão criar ilustrações e elementos sonoros para compor o game.

A plataforma – O Contos de Ifá é uma experiência em novas mídias: um jogo educativo de aventura que possui como temática a mitologia afro-brasileira. A plataforma começou a ser elaborada a partir da sanção da Lei 10.639/03, que incluiu no currículo escolar o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional. A ideia é oferecer uma ferramenta interativa em que o jogador possa, ao mesmo tempo que se diverte, apreender conhecimento, num processo cognitivo que valoriza a ludicidade e busca a quebra de preconceitos com as religiões afro-brasileiras.

O Contos de Ifá já possui quatro estágios no ar, sobre as histórias de Exu, Odé, Ogun e Obaluaiê. A previsão é de que até o final do primeiro semestre de 2015 sejam lançadas quatro novas fases, repassando às novas gerações as histórias de Ossain, Oxumaré, Nanã e Ibeji. O desenvolvimento do web-game conta ainda com apoio do Ministério da Cultura, do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), e do Pernambuco Nação Cultural.

Para conhecer o jogo e obter mais informações, acesse: http://contosdeifa.com.

Serviço:
Oficinas Contos de Ifá
Quando: De 11 de março a 3 de abril, às quartas e sextas-feiras, das 8h às 11h. No dias 4, 6, 7, 8 e 9 de abril as atividades serão realizadas das 8h às 11h e das 14h às 17h
Local: Laboratório de Jornalismo Impresso, CAHL-UFRB, Cachoeira Universidade Federal do Recôncavo Baiano
Informações: jandila@gmail.com ou (75) 9108-7575

Laboratório gerando na alta

o laboratório do contos de Ifá está chegando num ponto de maturação interessante. Hoje recebemos a turma completa de programação e duas pessoas da turma de design. O primeiro quadrimestre os nossos encontros eram mais centrado nos acontecimentos e novidades de tecnologias e também de demandas praticas do universo da computação. Hoje a configuração é outra. O que era todo mundo sentado acompanhando, se transformou em três equipes de produção: programação, design e som. 



No começo do encontro atualizamos sobre as atividades já desenvolvidas no laboratório e sobre os próximos passos do estágio dos Ibejis. A equipe de design continuou o processo de desenho dos personagens e elementos do jogo como as frutas, as árvores, os macacos e a floresta.



Na parte da programação continuamos o processo de animação dos elementos e ajustes gráficos. Aplicamos uma parte da metodologia de XP(programação extrema) e um pouco de Dojo, ou seja, toda equipe de desenvolvimento ajudou na programação efetivamente. Foram mais ou menos 3 horas em pé.

Acabamos de fazer os macacos comerem as frutas. Todo mundo vibrou. Por fim, conversamos sobre gramática regular e sintaxe de programação. A fábrica de jogos aumentou o seu volume e o tambor falou mais alto.

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Começamos hoje a trabalhar com o código para a abertura dos Ibejis. Primeiro desenhamos um storyboard para contar o começo da história R facilitar a interpretação do código fonte para a turma. Em pouco tempo todos já entenderam o processo do framework do jogo e a implementação da abertura foi realizada em menos de 30 minutos.

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Finalizamos a abertura com o pano dos Ibejis descendo com fundo transparente, a mão chegando e os 5 búzios caindo. A saudação quem nos indicou foi Oxaguian. Estamos estudando as orações em yoruba para compor a abertura.

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Por fim, ao som do toque dos Ibejis, começamos a cortar os personagens e o cenário do primeiro momento onde os macacos comem frutas para montar a primeira cena do jogo. Chegamos a lançar as árvores e a floresta. Agora falta inserir as frutas e colocar os macacos para comer.

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Contos de Ifá: Ibejis em ação.

Iniciamos nossos encontros em 2015 com uma missão importante para o grupo: desenvolver mais 4 fases para o game. Começamos por um conto dos Ibejis, os gêmeos que ensinaram aos homens a respeitarem a natureza. No nosso primeiro encontro conversamos sobre as ações integradas com o design dos personagens e dos cenários junto com o desenvolvimento dos eventos em JavaScript e htm5.

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Antes de sair mexendo em programação e desenho, sentimos falta de organizar o roteiro e as ações do mini-game. O jogo consiste num macaco atirando cocos num fazendeiro fantasma que se multiplica pela floresta.

O pré-roteiro do jogo:

– macacos comem as frutas na floresta
– um fazendeiro se revolta e tenta matar os macacos
– revoltados, dois macacos entram na barriga da esposa do fazendeiro.
– Mini-game: macacos atiram cocos nos fazendeiros
– a mulher do fazendeiro fica grávida de gêmeos mas eles morrem.
– o fazendeiro vai na vidente para saber o que está acontecendo. Ela diz que os seus filhos iriam continuar morrendo até que ele parasse de matar os macacos.
– o fazendeiro passa a respeitar os macacos e sua mulher engravida de gêmeos novamente e eles sobrevivem.

Ainda tem muita coisa para fazer, isso é só o start.

Axé.

Dos Orixás ao web game

Contos de Ifá é apresentado em oficina no Curta-SE Live Cinema, em Sergipe

Envolvendo o público num ambiente que alia a cultura africana com o suporte tecnológico do web-game, a segunda oficina do “Curta-SE Live Cinema”, trouxe a dupla Ricardo Ruiz e Ricardo Brazileiro para apresentar uma nova perspectiva de trabalho no contexto do audiovisual.

Ruiz conta que esta oficina trabalha em cima de conhecimentos antagônicos ao preconceito, no sentido de retomar o legado cultural-religioso africano, através de uma roupagem lúdica por meio da internet, oferecendo uma forma de interação entre os participantes.

“Estamos dando sequência a uma forma dinâmica de comunicar as histórias da matriz africana de forma lúdica e verbal, transmitindo conhecimentos de 15 a 20 mil anos e mais recente. Trazendo esse formato de entender o universo da matriz africana, o nosso objetivo é de diminuir o preconceito e a intolerância religiosa que essas casas sofrem”, explica o oficineiro.

Ricardo Brazileiro acrescenta, ainda, que a oficina de “Web-Game” tem a ver com a troca de experiências, saberes e diálogos, trabalhando o espaço e tornando-o vivo pela própria comunidade.

“Essa trabalho sai até do caráter de oficina e de formação, e entra num outro papel, onde as pessoas são elas mesmas, numa roda de conversas, com uma metodologia forte e que vai se construindo junta aos participantes. Esse jeito de fazer acaba atraindo muitos pessoas, com resultados de curto a longo prazo”, observa Brazileiro.

Publicado pela Casa Curta SE. Confira na íntegra.

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Contos de Ifá é apresentado no programa #NoBalaio, da TVPE

Contos de Ifá é apresentado no programa #noBalaio, da TV Pernambuco/TVPE.

O programa fala sobre projetos que valorizam a cultura afrobrasileira. Tila Chitunda entrevista Ricardo Brazileiro, um dos idealizadores do Contos de Ifá, que conta como a iniciativa esteve envolvida com ambientes de laboratório e gerou a plataforma que é hoje.

veja o programa completo: